28/05/2012

o caso do site "livros de humanas": responsabilidades I


creio que a questão de responsabilidades envolvidas no caso do site livros de humanas merece algumas reflexões. pessoalmente, penso o seguinte:
1. professores que indicaram bibliografia sem se preocupar com a disponibilidade dos textos nas bibliotecas de suas instituições em quantidade suficiente para atender a todos os alunos cursando a disciplina que usaria tal bibliografia;
2. professores que indicaram bibliografia sem se preocupar com a hipótese de serem obras esgotadas, fora de circulação, indisponíveis no mercado;
3. professores que indicaram bibliografia sem se preocupar com o preço do livro para aquisição no mercado e sem se preocupar com os custos recaindo sobre cada estudante para a aquisição de todas as obras indicadas em bibliografia de todos os cursos que estivesse fazendo naquele semestre,
de duas uma: ou devem ter achado que os alunos “dariam um jeito” e que o problema era deles, estudantes, e não seu como docentes; ou provavelmente teriam conhecimento da bibliografia digital disponibilizada gratuitamente no site livros de humanas e em outros sites de compartilhamento de material didático, fato este que lhes teria permitido indicar suas bibliografias sem maiores preocupações com o lado prático da questão, sabedores de que havia acesso virtual a elas.

quer tenham julgado que o acesso às obras de suas bibliografias não era problema deles e sim dos alunos, quer tenham tido o cuidado de verificar que havia acesso viável a tais obras, parece-me que, para além da crônica falta de verbas e desabastecimento das bibliotecas universitárias, estes docentes são, também eles, diretamente responsáveis pela necessidade de existirem sites de compartilhamento de conteúdo para atender às demandas bibliográficas para seus cursos.

em minha humilde opinião, tais docentes são moralmente e profissionalmente devedores dos serviços voluntários prestados pelo site livros de humanas e por outros sites de compartilhamento de conteúdo didático para o desempenho satisfatório de seus cursos. ainda em minha humílima opinião, caberia a tais docentes se manifestar em massa em favor do site livros de humanas, atualmente sob perseguição judicial promovida pela abdr (associação brasileira de direitos reprográficos), tanto em termos individuais quanto em moções coletivas de departamentos, institutos e demais unidades de ensino.

foi criado um site de apoio, direito de acesso, aqui: http://direitodeacesso.net.br/, que merece visita detida,  avaliação cuidadosa e reflexão sensata sobre o crucialíssimo problema de acesso aos materiais bibliográficos universitários e, de acordo com a consciência de cada um, apoio vigoroso.

veja-se também a idade das trevas.

atualização: constato que o site direito de acesso incluiu bandeiras que não faziam parte do conteúdo original do site e não posso concordar com tal procedimento de acréscimos feitos a posteriori. meu apoio foi dado à formulação inicial e de maneira nenhuma ao conteúdo atual, que inclui uma questionável seção intitulada "boicote".



27/05/2012

"o momento talvez fundamental" III

outros embustes variados:











acompanhe o caso dessas fraudes de tradução em:

"o momento talvez fundamental" II

prosseguindo com outras amostras da capacidade da empresa "que sempre soube se reinventar", e nelson rodrigues assinando falsamente traduções para atrair vendas para a record, além de harold robbins - agora frank g. slaughter:





















veja aqui "o momento talvez fundamental" da record: fraudes de tradução.


26/05/2012

"o momento talvez fundamental" da record: fraudes de tradução

o mérito literário de harold robbins não vem ao caso. o que vem ao caso são as fraudes da record em suas traduções: nelson rodrigues? famoso por não saber nem como se dizia "gato" em inglês? que ostentava seu monoglotismo como uma coroa de pedras preciosas? e ruy castro relata, em o anjo pornográfico:
A ideia fora de [Alfredo] Machado,  para ajudar Nelson a faturar um dinheirinho fácil. Mas era também muito conveniente para sua editora: ao ler "Tradução de Nelson Rodrigues" com destaque na capa de livros de Harold Robbins, como "Os insaciáveis", "Os libertinos" e "Escândalo na sociedade", o comprador via naquilo uma garantia. Sabia que era literatura "pesada". Como poderia imaginar que Nelson era o mais acabado monoglota da língua portuguesa...? (p. 345)

Os Insaciáveis 2 Livros Harold Robbins

Harold Robbins - Os Libertinos - Nelson Rodrigues

Escândalo Na Sociedade - Harold Robbins



O Garanhão-harold Robbins, Tradução De Nelson Rodrigues

Livro Harold Robbins : O Indomável - Best-sellers



Uma Prece Para Danny Fisher - Harold Robbins

Livro Harold Robbins - Stiletto - Ótimo Estado!

Livro Harold Robbins : O Machão - Best-sellers

Harold Robbins - Os Herdeiros

Livro Ninguém É De Ninguém - Harold Robbins

A Mulher So - Harold Robbins

Os Sonhos Morrem Primeiro- Harold Robbins

e também:



alguém poderia alegar que são coisas do passado, que naqueles tempos (estamos falando de 1965 até anos bem entrados da década de 1970) não se respeitava muito a tradução e coisas do gênero. a isso, só posso responder duas coisas:

- em primeiro lugar e muito pelo contrário, bem antes de 1965, já fazia umas boas décadas que se dava bastante valor ao ofício de traduzir obras de língua estrangeira - basta ver, desde a primeira metade do século, as traduções da melhoramentos, nacional, globo, josé olympio e tantas outras.

- em segundo lugar, talvez alguém queira ver essa impostura da record como uma pequena malandragem inocente, uma jogada de marketing meio galhofeira que deu certo e vendeu milhões de exemplares numa quantidade espantosa de reedições. o fato é, porém, que o atual dono da editora, o sr. sérgio machado, ainda hoje parece achar esse embuste não só perfeitamente aceitável, mas também prova de grande inteligência empresarial, tino comercial e capacidade de "se reinventar". na verdade, esse eureka! constitui o "momento talvez fundamental" da história da empresa, segundo o que afirma o sr. sérgio machado, em entrevista publicada hoje no jornal o estado de são paulo:
Mas o momento talvez fundamental da nossa história foi quando meu pai perguntou ao meu tio: “Décio, por que a gente não faz livro que vende? ... Estou lendo um livro que me deram, Os Insaciáveis, do Harold Robbins. O negócio de conseguir direitos é comigo mesmo.” Comprou e publicou pela primeira vez um livro com o objetivo exclusivo de vender para o leitor. ... Veja o que fez para lançar esse livro, que era bem apimentado: pôs que a tradução era de Nelson Rodrigues. Nelson nunca aprendeu inglês! A cada tiragem, ele ia lá na editora pegar um dinheirinho. E a gente publicou, dele, naquela época, O Casamento. [destaque meu, db]
como vimos nas ilustrações acima, a intrujice parece ter dado tão certo que nada menos que catorze livros de robbins vêm com a tradução falsamente assinada por nelson rodrigues (além do bestseller de charles webb, a primeira noite de um homem). foram também feitos vários licenciamentos dessas fraudes para a abril cultural, o círculo do livro e a nova cultural pelo menos até 1987, a cada vez em altíssimas tiragens e várias reedições.

se este é o eixo da política empresarial do grupo record, que parece se orgulhar de ter como momento "talvez" fundamental de sua história uma descarada trapaça para embair os leitores, fico pensando... por outro lado, talvez não se possa esperar muito mais de um empresário que proclama não guardar nenhuma relação especial com sua empresa e que considera um filme sobre a máfia um excelente ícone (ou "metáfora fantástica") de sua maneira de conduzir os negócios.

para a entrevista completa do proprietário do maior grupo editorial do país, veja-se aqui.

veja-se a continuações das outras "traduções" da record em nome de nelson rodrigues:

25/05/2012

a idade das trevas

vejo que a famigerada abdr (associação brasileira de direitos reprográficos) entrou com uma ação contra o site universitário livros de humanas, por disponibilizar gratuitamente e sem fins lucrativos uma grande quantidade de obras utilizadas nos cursos de graduação da área de ciências humanas, letras e artes.

muito que bem, a atual lei de direitos autorais, como já comentei várias vezes aqui neste blog, é tremendamente restritiva e com um viés patrimonialista sem igual. tudo isso é uma longa discussão, e não é sobre isso que vou falar agora.

o que me deixou absolutamente perplexa foi o seguinte: a abdr pediu antecipação dos efeitos de tutela em relação a dois (DOIS) livros, a saber, Elementos de Análise do Discurso e Da Psicose Paranóica em suas Relações com a Personalidade, publicados pelas editoras contexto e forense, ambas associadas à abdr. o juiz deferiu o pedido. até onde eu soube, a abdr, em vista disso, mais do que depressa acrescentou pedido para que a decisão favorável à antecipação dos efeitos da tutela de DUAS obras se estendesse a TODOS os livros, textos e apostilas disponíveis no referido site e que o juiz teria acatado a solicitação.

parece-me no mínimo esdrúxulo que uma ação específica alegando lesão aos direitos de dois livros possa se tornar, depois de ingressada, uma ação geral contra todas as obras disponíveis no site. mas mais esdrúxulo e realmente abusivo da parte da abdr parece-me ser falar em nome de editoras que NÃO são associadas a ela - a abdr, até onde entendo, simplesmente não estaria legitimada para falar em nome - digamos - da editora perspectiva. pois veja-se a relação de seus associados, conforme consta no site oficial da referida associação, aqui:


AB - Edit. e Distribuid. de Livros Ltda
ACT Brasil
Ana Lucia D. Mansano ou HM editora
Ao Livro Técnico S/A Ind. e Com.
Arbytes Informática Ltda.
Artmed Editora S/A
Casa Publicadora Brasileira
Centro Espirita Léon Denis
Cia das Letras
Cia. Editora Forense
Cia. Editora Nacional
Copidart Editora Ltda
Cortez Editora e Livraria Ltda.
Difusão Paulista de Enfermagem
Edições Aduaneiras Ltda.
Edições Demócrito Rocha
Edições SM
Edipro Edições Profissionais Ltda.
Editco Comercial Ltda
Editora Alpha Ltda
Editora Artes Médicas Ltda.
Editora Atica Ltda
Editora Atlas S/A
Editora Bertrand Brasil Ltda
Editora COC Empr. Cult. Ltda
Editora Contexto
Editora da Ulbra Comum.Ev.Luterana
Editora Del Rey Ltda
Editora Didática Suplegraf Ltda
Editora e distribuidora Universidade Ltda
Editora Érica
Editora Globo S/A
Editora Grafset Ltda
Editora Guanabara Koogan S/A
Editora Harbra Ltda.
Editora IBPEX
Editora Logosofica
Editora Manole
Editora Melhoramentos Ltda
Editora Moderna Ltda.
Editora Nova Fronteira S/A
Editora Objetiva
Editora Organon Ltda
Editora Pini Ltda
Editora Positivo
Editora Revista dos Tribunais Ltda
Editora Rideel Ltda.
Editora Roca Ltda
Editora SENAC São Paulo
Editora Univ. Sagrado Coração-Edusc
Editora Universitaria PUCRS
Editora Vozes
Elsevier Editora Ltda
Eltec Editora Ltda
EPU - editora Pedagógica e Universitária
Ernesto Reichmann Distrb de Livr Ltda
FDK - Daniel Kepler editora e Livraria
Fundação Cultural São Paulo (Educ)
Fundação Editora da Unesp
Fundação Oswaldo Cruz
Fundação Universidade Caxias do Sul
FUNEP - Fund. e Pesq. Agr.Vet.Zoot.
Global Editora e Distribuidora Ltda.
Gráfica e Editora Anglo Ltda
IBEP-Inst. Brasileiro Ed. Pedag.Ltda
Impetus Desenvolvimento Educacional
Imprensa Oficial do Estado S.A. IMESP
Jorge Zahar Editor Ltda
Jurua Editora Ltda
Laborativa Editora Ltda
Landy Livraria Editora e Distr. Ltda
Livraria e editora Lumen Juris Ltda
Livraria e Editora Renovar Ltda
Livraria e Editora Revinter Ltda
Livraria e Editora Rubio
Livraria Estudantil - H. Aquino
Livraria Grandes Autores Ltda.
Livraria Nobel S.A
Livraria Santos Ltda
LTC - Livros Tec. e Cientif. Editora S/A
M. Books do Brasil Editora Ltda
Macmillan do Brasil Editora
Madras Editora Ltda.
Martin Claret Editores Ltda
Mcgraw-Hill Interamericana do Brasil
MR Cornacchia (Editora Papirus)
O Nome da Rosa Editora Ltda
OUP-Oxford University Press do Brasil
Pearson Education Do Brasil
Pioneira Thomson Learning Ltda
Pontes Editores Ltda
Pulso Editora Ltda
Qualitymark Editora Ltda
Saint Paul Institute of Finance Serv.
Saraiva S/A Livreiros Editores
Sarvier Editora de Livros Médicos
Segmento Farma Editores Ltda
Shape Editora e Promoções Ltda
Siciliano S/A
Summus Editorial Ltda
União Brasileira Escritores - UBE
VestCon

e veja-se uma obra publicada pela perspectiva, utilizada numa disciplina de um curso de graduação, (não mais) disponível no site livros de humanas:

FLT0124 – Texto: Reflexões sobre o Romance Moderno

ROSENFELD, Anatol. “Reflexões sobre o Romance moderno” In: Texto/Contexto

Disciplina: Introdução aos estudos literários II

Link para download: Parte 1 – http://is.gd/2JRRA

não sei se a perspectiva autorizou o site livros de humanas a disponibilizar esse livro de anatol ou não; não sei se ele já se enquadraria na categoria de obra abandonada ou não. o que sei, perante os dados apresentados no site oficial da abdr, é que a perspectiva não pertence a seu quadro de associados. como, então, poderia a associação falar em nome de quem jamais a autorizou a isso?

suponho que os advogados do site perseguido estejam tomando providências contra tais descabimentos. a par disso, e mais importante, cabe entender melhor o escopo e a aplicação do artigo 184 do código penal que protege a cópia privada sem fins lucrativos de obras integrais (apesar do pouco caso com que dr. dalton morato, advogado da abdr, se refere a "esse treco do código", aqui).

24/05/2012

stuart mill no brasil

em 1942 sai sobre a liberdade pela companhia editora nacional, com tradução de alberto da rocha barros. reeditado pela vozes em 1991:




em 1963, sai da liberdade, volume que inaugura a coleção "clássicos da democracia", da ibrasa, em tradução de e. jacy ribeiro, com reedições até 1995:



em 1964, na mesma coleção da ibrasa, volume 19, saem considerações sobre o governo representativo, incluindo senso comum (paine) e carta sobre a tolerância (locke), com tradução de e. jacy monteiro.

em 1972, temos o sistema de lógica dedutiva e indutiva, in bentham/ mill, coleção "os pensadores", vol. XXXIV, pela abril cultural, com tradução de  joão marcos coelho e pablo rubén mariconda:

Clique para ampliar a capa

em 1981, a editora da unb lança considerações sobre o governo representativo, com tradução de manoel innocêncio de lacerda santos jr.:



em 1982, saem os princípios de economia política, em 2 volumes, na coleção "os economistas", pela abril cultural, em tradução de luiz joão baraúna:



em 1999, sai a lógica das ciências morais, pela iluminuras, em tradução de alexandre braga massella:



em 2000, sai a liberdade / utilitarismo em tradução de eunice ostrensky, pela martins fontes:



ainda em 2000, sai o utilitarismo pela iluminuras, em tradução de alexandre braga massella:

em 2001, temos os capítulos sobre o socialismo, pela fundação perseu abramo, em tradução de paulo cézar castanheira:



em 2006, a escala lança três volumes de mill - ensaio sobre a liberdade (tradução de rita de cássia gondim), a sujeição da mulheres (tradução de débora ginza)  e o governo representativo (tradução de rita de cássia gondim e débora ginza):

Coleção Grandes Obras do Pensamento UniversalColeção Grandes Obras do Pensamento UniversalColeção Grandes Obras do Pensamento Universal



em 2007, pela mesma editora, sai utilitarismo, em tradução de rita de cássia gondim:



em 2007, sai a autobiografia pela iluminuras, em tradução de alexandre braga massella:



em 2010, a hedra lança sobre a liberdade com tradução de ari r. tank brito:



em 2011, sai mais um sobre a liberdade, pela nova fronteira, mas na tradução portuguesa de pedro madeira (edições 70):



23/05/2012

athena editora

chama a atenção o catálogo humanista, quase iluminista, da athena editora, desde a data de sua fundação (agosto de 1935). são dos primeiros aportes de campanella, erasmo, maquiavel, shakespeare, racine, la bruyère, rousseau, voltaire, diderot, musset, hegel, ricardo, darwin, croce, kropótkin, górki... chama a atenção também o perfil de seus colaboradores: lívio e berenice xavier, fúlvio abramo, aristides lobo, evaristo de morais, francisco frola.

laurence hallewell, em seu amplo levantamento da história d' o livro no brasil, faz apenas uma brevíssima menção à editora, desproporcional à sua importância e não efêmera existência. ao tratar dos efeitos da profunda crise mundial a partir de 1929, entre elas a brutal queda do volume de livros importados para menos de um terço, chegando ao pico de baixa em 1936, quando a importação da frança estava 94% abaixo dos patamares de 1928. é nesse contexto econômico que o livro brasileiro e a ficção traduzida no brasil têm um arranque inédito, iniciado pela livraria do globo - "outras logo a acompanharam, a athena editora, do rio, por exemplo, fundada em 1935". é esta a única menção de hallewell à athena.

sergio miceli, em intelectuais à brasileira, cita também rapidamente a athena, apesar de classificá-la entre as editoras de médio porte: apenas menciona a cifra de 70 mil exemplares atingida em 1937.

o diário oficial da união determina o registro da athena editora em sua edição de 26 de agosto de 1935, com o termo 36.330. seu proprietário: p. petraccone.

o mesmo miceli menciona petraccone muito por cima, precisamente no contexto econômico apontado por hallewell: "vários comerciantes especializados na importação de livros resolvem ampliar suas atividades no ramo com a abertura de um departamento editorial: pongetti, vecchi, petraccone, garavini, bertaso, zagari etc. foram sensíveis às mudanças que então se operavam e passaram a traduzir para o mercado interno as obras que antes eles mesmos importavam" (p.142).

trata-se de pasquale petraccone, editor do jornal italia libera, integrante destacado da liga antifascista das colônias italianas no brasil, de agitada biografia e intensa participação nos movimentos de esquerda no país, classificado nos arquivos do dops como trotskista. há fartíssimo material sobre suas atividades, mas muito pouco sobre seu trabalho à frente da athena editora.

está aí um tema fecundo para pesquisas sobre as contribuições da militância de esquerda não-stalinista para a história cultural brasileira.

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Viagem Sentimental na França e na ItáliaPequenos Poemas em Prosa

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As Confissões (Volume 2)As Histórias (2º Vol. )``I Fioretti´´ de São Francisco de Assis - Seguidos do ``Cânticos do Sol´´

Dicionário Filosófico
O Sobrinho de Rameau
DOS DELITOS E DAS PENASSATIRICON
Discursos Sobre as Ciências e as Artes e Sobre a Origem da DesigualdadeCarceres e Fogueiras da Inquisição : Processos contra Antônio José, o <i> Judeu</i>